domingo, 19 de dezembro de 2010

Feliz 2011!

Feliz Natal e Ótimo Ano Novo a todos, especialmente aos associados e voluntários do Clube 25 Franca! Que 2011 seja um ano iluminado, repleto de realizações sociais! Que a mensagem abaixo, de autoria de Carlos Drummond de Andrade, possa traduzir os melhores desejos de bons ares para o ano vindouro...

Receita de Ano Novo

"Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanhe ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.

É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre."

[...]

domingo, 5 de dezembro de 2010

Esperança voluntária

Ser voluntário é ser doador. Doador de tempo, de dedicação, de disposição, de energia, de vontade, de fé, de idéias, de mais vontade ainda, de alegria, de sorrisos, de sangue, de suor, de ideais, de boas vibrações e, enfim, de esperança...

O Clube 25 Franca nasceu de um misto desses tipos de doações por parte de vários jovens e engajados voluntários na cidade. Doações que, a princípio, não tinham um rumo definido. A disposição em trabalhar com o voluntariado da Cruz Vermelha era enorme e o espírito que nasceu, por assim dizer, com duas pessoas se transformou em um sonho compartilhado por muitas outras.

Já diria o ditado que “Sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade”. Particularmente acredito que há mais verdade nessa frase do que comumente se pode imaginar. E 2009 foi um ano para sonharmos juntos. Muitas incertezas permeavam toda a disposição e a dedicação por parte dos jovens envolvidos – com os quais hoje digo que tive o enorme prazer de compartilhar tantos bons momentos –, mas a certeza de que o trabalho seria possível sempre existiu.

O ano de 2009 passou. E com este ano também passaram muitas experiências que possibilitaram a visualização do Clube 25 Franca em 2010. A concretização deste trabalho, contudo, ainda exigiria muitas das doações supracitadas por parte de cada voluntário. E estas vieram. Das formas mais diversas, nas reuniões mais longas e nos mais diversos horários, nos muitos momentos de compartilhamento de expectativas e perspectivas, etc.

Assim, tornou-se possível o lançamento oficial do primeiro projeto da Cruz Vermelha em Franca. O dia 12 de junho de 2010 representa um marco que deve ser lembrado. Todos os esforços foram empenhados para que este lançamento se tornasse possível. E o dia foi memorável, apesar de as incertezas assumirem diferentes formas, exigindo cada vez mais esforços dos envolvidos para entender as melhores formas de transmitir a mensagem do projeto aos jovens francanos.

Certamente o grupo de voluntários não imaginava quantas dificuldades ainda seriam enfrentadas no decorrer do segundo semestre de 2010 para o desenvolvimento do projeto. Mas também não era possível imaginar quantas alegrias seriam conseqüentes deste mesmo desenvolvimento. Cada reunião trouxe aos participantes uma oportunidade de exercer o mais puro anseio voluntário de variadas formas: seja arrecadando alimentos, preparando saquinhos de doces, assistindo a documentos ou mesmo discutindo questões humanitárias em uma sala de aula universitária.

O ano de 2010 também passou. Mas certamente não passaram as lembranças de cada passo de evolução do projeto. E não passaram as expectativas de que 2011 seja um ano ainda mais iluminado para todos aqueles que seguirão firmemente com a importante tarefa de disseminar a esperança e o trabalho voluntário por meio do Clube 25 Franca. Estas permanecem e devem motivar cada jovem em seu processo peculiar de compreensão da melhor forma de fazer a diferença no mundo.

E que 2011 seja mais um ano a se passar com todos os possíveis desafios e sucessos relativos a este trabalho. Na certeza de que o projeto se encontra em boas mãos, aqueles que porventura não possam mais atuar presencialmente como voluntários seguem apoiando-o, acreditando em seu potencial e sonhando junto, com a esperança de que este cresça a cada dia. Afinal, é preciso:

“Saber que se puede querer que se pueda
Quitarse los miedos sacarlos afuera
Pintarse la cara color esperanza
Tentar al futuro con el corazón.” [...]

E que assim seja...

sábado, 13 de novembro de 2010

E a responsabilidade social?

O que eu vejo hoje são pessoas vinculando a tal da responsabilidade social ao cumprimento de deveres e obrigações por parte de indivíduos ou de uma empresa para com a sociedade em geral. E então eu me pergunto: será? Será que tudo se resume a fazer a sua parte porque é politicamente correto? Ou porque você vai ficar bem diante dos noticiários? Ou ainda, porque você vai conseguir a sua parte do bolo, no final? Será que as palavras "dever" e "obrigação" são, de fato, apropriadas nessa situação?

Sem pretensão alguma, eu digo que não. Para todas as respostas, digo não.

Não há qualquer conexão entre a minha concepção de tal expressão com a retribuição de algo alcançado. O que se vê são apropriações, pelos mais diversos motivos. E sem querer tirar os créditos dessas ações, há sim utilidade nelas, há sim preocupação, há inclusive corações batendo por um bem comum por trás de tudo. Talvez, ingenuamente, eu acredite nisso, mas, quando ouço alguém dizer: "Eu já faço um pouco, você está fazendo um pouco agora, e se todos fizessem um pouquinho, nós teríamos um mundo melhor.", tirando todos os clichês possíveis, é o que ainda me faz ter uma visão ingênua, no sentido mais positivo da palavra, das coisas.

Eu desvincularia obrigação de responsabilidade, ou encontraria outro substantivo que não possuísse o mesmo peso que a primeira. Essa seria a minha apropriação de responsabilidade social: um pouco de atenção, um pouco de afeto, um pouco de dedicação, nada de cobiça ou imposição. Sem qualquer conotação religiosa ou política, apenas fazer porque todos sofremos pelas mesma dores, choramos e sorrimos pelos mesmos motivos. E com o perdão dos clichês, porque somos todos seres humanos.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Alguém se lembra?

Esta é uma pergunta que eu estava me fazendo estes dias atrás. Estava olhando umas notícias internacionais e vi uma que falava sobre as condições sanitárias do Haiti, depois do terremoto. Foi aí que me me lembrei do que aconteceu ali no começo do ano. E naturalmente surgiu esta pergunta: Alguém mais se lembra?

E acredito que não precisamos ir tão longe para demonstrar nosso esquecimento com os acontecimentos que se sucederam a nossa volta. Alguém se lembra, a não ser que seja lembrado é claro, das enchentes do final do ano? Do deslizamento em Angra, na virada? Poderia ficar aqui citando outros tantos eventos catastróficos que ocorreram e que nós nem se quer lembramos como foi. No final de ano, na retrospectiva da TV, aí falamos: "Nossa, é verdade, aconteceu isso mesmo".

Não estou condenando nem um pouco nossa memória, pois é até um processo natural, dado a quantidade de acontecimentos que todo dia presenciamos. O que me faz pensar é se ainda nos importamos com eventos que ocorreram faz um tempo e que já não tem mais relevância para nós. Acho que seja esta a questão central. Quem assiste tudo de longe, com certeza se emociona e se comove imediatamente, porém será que este sentimento se mantem? Logo que acontece outra catástrofe ou que começa o Carnaval ou a Copa do Mundo, é quase automático que esquecemos os anteriores.

Qual seria a razão de tudo isto? Gostaria de acreditar que não fosse o egoísmo de nossa sociedade, que só se preocupa com o que lhe interessa. Seria a mídia, que consegue nos prender para os eventos atuais e esquece os passados, pois a notícia já não é tão nova? Neste sentido, talvez seja interessante um exercício de memória no qual tentemos resgatar aqueles acontecimentos em que na época nos comovemos, para então comparar o que pensamos dele agora, se ainda possuímos o mesmo sentimento ou se eles já não significam mais para nós.

De qualquer forma, lembrando deles ou não, a verdade é que estes acontecimentos citados, e tantos outros, ainda afetam várias pessoas diariamente e a grande parte da sociedade, voluntária ou involuntariamente, acaba virando as costas para lidar com seus próprios problemas.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Doação de sangue: transformador social ou ingressos para o Brasileirão?

As campanhas de doação de sangue, mais que a promoção de um ato de solidariedade, é uma das formas de fomentar uma modificação social através da saúde. Foi com esse pensamento que o Projeto Clube 25 foi pensado no Zimbábue em 1989, com a finalidade de promover a doação de sangue e concomitantemente hábitos saudáveis para dirimir/estabilizar o número de pessoas contaminadas pelo HIV.

O Clube 25 ao propor um comprometimento dos associados com doação, de sangue de 3 a 4 doações anuais, não só contribui para o estoque dos bancos sanguíneos, como também incentiva os sujeitos participantes do projeto a zelarem pela saúde, uma fez que o gozo pleno desta é de extrema importância para manter-se doador. Ao buscar orientar um grupo de pessoas sobre como manter a plena saúde, o projeto faz um trabalho de educação social, pois os indivíduos receptores de tais orientações, mudarão o modo que interagem com a coletividade e multiplicarão os valores praticados.

Mas até que ponto que a doação de sangue pode realmente mudar o comportamento de um grupo de indivíduos? No último dia 19 de outubro, o caráter de “doação voluntária” foi colocado em questão com a campanha “Doe sangue pelo seu time”, instituída pela Lei estadual 5.816/10 desde o dia 8 de setembro. Pelo decreto, o torcedor que doar sangue voluntariamente recebe um ingresso para assistir ao jogo do seu time de futebol. Segundo os defensores da medida, a intenção é aumentar os bancos de sangue dos hospitais, uma vez que, hoje cerca de apenas 1,5% da população brasileira é doadora de sangue, índice muito baixo em relação a demanda, que é de 5500 litros de sangue por dia em todos os hospitais do país. Mas para a antagônicos a lei é inconstitucional.

Ao oferecer algo em troca pela doação, segundo os opositores a esse decreto, é fazer com que o número de pessoas que mentem durante a entrevista aumente, de modo a dificultar o trabalho dos hemocentros. A argumentação é ainda complementada pela Lei federal que diz: a doação de sangue tem que ser “voluntária, altruísta e não remunerada direta ou indiretamente”.

Agora, ao tentarmos responder a questão anterior, vê que a doação de sangue, não é apenas um ato, necessita também de uma educação/ orientação para poder exercê-la, só a partir da reflexão sobre como agir é que a sociedade consegue incorporar mudanças. Uma vez que se estipula um preço de barganha na doação de sangue, promove-se uma mercantilização das ações sociais voluntárias, ignorando assim sua real finalidade.

Pensar na Doação de Sangue, não é simplesmente comparecer alguns dias do ano a um hemocentro, é desenvolver uma cultura de valorização do próximo e respeito a vida. E por ser pautado nessas concepções, o Clube 25 é mais que um projeto constituído por um determinado grupo de voluntários, é um instrumento de modificação social.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O Jovem como Propulsor da Mudança Social

Aconteceu no último sábado (25 de setembro) a primeira arrecadação de alimentos promovida pelo Clube 25 Franca. A ação foi realizada em conjunto com a Ordem Demolay de Franca e o NAREV - Núcleo de Apoio e Recuperação da Vida, para onde a arrecadação foi destinada. A ação se concretizou, promovendo um dia inesquecível no supermercado Wal-Mart. Foram algumas horas com valor inestimável. O contato com o diferente e o convívio com outros voluntários criaram laços fortes regidos pela vontade de auxiliar a causa.

Em um mundo extremamente desigual como o nosso, nos perguntamos o que pode ser feito para mudar a realidade que muitas vezes nos perturba. São ações como a realizada sábado que nos mostram que as oportunidades estão a nossa espera. O jovem possui um enorme potencial de intervir na situação e mudá-la. A juventude tem a habilidade de repartir suas visões de mundo, criar oportunidades, atrair outros que desejam participar do movimento. Aliar essa capacidade modificadora com a promoção do bem-estar social é avançar um degrau na escada que leva à igualdade. Poder transformar positivamente a cidade que acolhe a tantos em suas jornadas é um privilégio.

O Clube 25 Franca se mostra como o espaço de coligação da teoria com a prática, da juventude com a responsabilidade social. Com a realização da primeira ação voluntária fora das paredes do clube, percebemos o quão importante é um ambiente jovem para a efetividade de projetos sociais.

É de uma força incrível o sentimento que nos envolve quando ajudamos o outro. Ser voluntariado é fomentar um mundo mais justo, é contribuir sem exigências, é crescer como ser humano.

Por Virginia Góes, associada do Clube 25 Franca.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Quinta Reunião do Clube 25

Aconteceu no último sábado, dia 18 de setembro, a quinta reunião do Clube 25 com a temática "A Fome no Brasil e no Mundo".

Trechos do documentário Garapa, dirigido por José Padilha (mesmo diretor de Tropa de Elite e Ônibus 174), foram apresentados. O documentário é bastante interessante, pois retrata a vida de três famílias cearenses que vivem em uma situação de insegurança alimentar grave. Uma mistura de água e açúcar é dado às crianças para enganar a fome, daí o nome Garapa. Sem trilha sonora e filmado em preto e branco a situação de tensão é acentuada e facilmente sentida por quem assiste.

Os dados sobre a fome no Brasil mostram uma situação em que 7,5 milhões de brasileiro ainda vivem com menos de um dólar por dia, segundo o IPEA e, sabendo que a pobreza está diretamente relacionada com a fome, esses números também refletem parcialmente a quantidade de famintos no país.

Porém, não é por falta de comida que ainda encontramos pessoas nessa situação no país, pois uma pesquisa feita pela FAO-ONU (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, tradução da sigla em inglês) mostrou que o Brasil produz 25,7% a mais de alimentos do que necessita para alimentar toda sua população. Percebe-se, então, que o problema pode ser resolvido a partir de uma melhor distribuição de renda, do desenvolvimento de políticas que incentivem e financiem a agricultura familiar ou em coperativas, e que promovam uma melhor distribuição das terras no país.

No mundo a situação não é muito diferente. Mais de dez países só no continente africano são considerados altamente vulneráveis na questão da fome, ou seja, boa parte da população sofre grandes dificuldades alimentares. Tais problemas são decorrentes de políticas sociais ineficientes, guerras civis, desastres ambientas, geografia desfavorável (solos inférteis, ausência de fontes de água, clima hostil, etc), entre outros motivos.

A Cruz Vermelha aparece então com programas de distribuição de alimentos, fornecimento de instrumentos agrícolas e sementes mais resistentes às doenças, de aconselhamento da melhor forma de plantar, fornecimento de outros conhecimentos técnicos, bem como na criação de um manual que mostra as causas de desnutrição no mundo.

A temática da reunião foi escolhida para dar um incentivo a mais a todos para participarem da nossa I Campanha de Arrecadação de alimentos com o apoio do Wal-Mart. O intuito é doar todos os mantimentos arrecadados à instituição NAREV de Franca.

O NAREV - Associação Núcleo de Apoio e Recuperação da Vida atua na recuperação de dependentes químicos e no apoio à família. Toda a arrecadação de alimentos neste dia será destinada à instituição, cujas características de atuação são notáveis ao valorizar os hábitos saudáveis e promover a qualidade de vida, idéias que o Clube 25 Franca visa incentivar na cidade.

Assim, todos os envolvidos com o Clube 25 Franca estão convidados a participarem como voluntários das atividades de arrecadação no supermercado, demonstrando o impacto da atuação deste projeto da Cruz Vermelha na cidade em prol da instituição NAREV. Não deixem de prestigiar esta oportunidade!

Para mais informações sobre os horários de participação, mande um e-mail para franca@cvbsp.org.br

domingo, 19 de setembro de 2010

Desafio humanitário

[Segue abaixo um interessante comentário do voluntário Henrique Teixeira a respeito do furacão Karl e suas consequências humanitárias! Acompanhem!]

O furacão Karl, que se reduziu nas primeiras horas do dia 18 de setembro a tempestade tropical, provocou em sua passagem pelo México três mortos, severos danos à infraestrutura e fortes cheias de rios, informou a Defesa Civil do país. Autoridades deixaram vários estados em alerta máximo, além de prevenirem sobre grandes cheias futuras em 7 rios, dentre eles o Tuxpan.

Esse é um exemplo de grande desafio para a iniciativa humanitária, já que eventos destas proporções não só geram vítimas que necessitam da ajuda, mas também impede que esta efetivamente chegue às pessoas, devido à interdições das vias de acesso e ao eventual caos burocrático que toma lugar e atrasa as ações de socorro.

Assim, a função humanitária desempenhada por organizações como a Cruz Vermelha e os Estados é direcionada primeiramente aos desprovidos de suprimentos básicos como água, medicamentos e alimentos (principalmente os mais nutritivos e mantenedores da saúde dos indivíduos e que possibilitam atitudes dos capacitados, tais como a doação de sangue para os feridos) e que, se não fornecidos logo e em boas condições, agravam o cenário do desastre por aumentarem o número dos mortos e gravemente afetados (por exemplo, pela rápida disseminação de doenças).

A questão da neutralidade da Cruz Vermelha - um de seus princípios – em muito contribui para a prontidão de suas ações, já que a organização não representa, assim, um problema diplomático que atrapalharia sua entrada em qualquer território necessitado.

sábado, 11 de setembro de 2010

A crise humanitária no Paquistão

Diante de grandes catástrofes naturais, sendo essa uma de suas atribuições, o trabalho da Cruz Vermelha se faz presente e é extremamente necessário. Como exemplos da atuação dessa organização humanitária internacional têm-se as recentes inundações ocorridas no Paquistão. Um quinto do território do país foi alagado, provocando centenas de mortes, fome e destruição de casas sem precedentes. De acordo com as últimas estimativas, as cheias no Paquistão, as quais tiveram início em finais de Julho, resultaram já em 1600 mortos, 2 mil feridos e mais de 20 milhões de pessoas afetadas.

O Objetivo prioritário no Paquistão da ajuda humanitária trata-se da distribuição de alimentos, água potável e atendimento médico a cerca de 1,4 milhão de pessoas. Para tanto, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) pediu 59 milhões de euros para realizar a distribuição, uma vez que os maiores obstáculos são de logística. Certas áreas do Paquistão são de difícil acesso e os problemas de insegurança – como o atentado ocorrido múltiplo perpetrado no dia 1 de setembro contra uma procissão da corrente islâmica minoritária xiita na cidade oriental paquistanesa de Lahore, no qual 35 pessoas morreram – são algo a mais a ser enfrentado.

Além disso, a ajuda humanitária internacional enfrenta uma excessiva crítica da imprensa. Em depoimento, um membro da Cruz Vermelha declarou que apesar da consciência do quanto ainda falta para ser realizado, o esforço dos voluntários é grande. A colaboração e apoio do governo paquistanês estão tendo caráter fundamental. Além destas baixas já registradas, persiste ainda o medo, nas diversas províncias inundadas, de surtos de doenças associadas à água, como a malária, a disenteria ou a cólera. De acordo com o presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, não se deve “negligenciar esta situação no Paquistão, apesar da pouca cobertura mediática. Esta é uma crise humanitária de enormes proporções, que privou milhões de pessoas das suas casas, posses e meios de subsistência”.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Dia Nacional do Voluntariado no Clube 25 Franca

[O associado do Clube 25 Franca Vinícius Santiago nos proporciona uma interessante visão sobre as discussões da última reunião do grupo na cidade, confiram abaixo!]

No dia 28 de agosto de 2010, foi realizada na cidade de Franca a quarta reunião do projeto da Cruz Vermelha, o Clube 25. Com a participação de jovens entre 18 e 25 anos, o projeto tem como objetivo incentivar a doação de sangue entre os jovens nessa faixa etária e, além disso, proporcionar aos participantes o envolvimento com os hábitos saudáveis e o voluntariado. Neste encontro, os participantes assistiram a um documentário sobre o conflito em Ruanda da década de 1990 e trechos do filme “Hotel Ruanda”, de onde surgiu um debate acerca das dificuldades encontradas em um conflito de grande amplitude como este.

Muitas questões foram abordadas nesta reunião, dentre elas foi discutido o fato de que a omissão dos Estados neste tipo de conflito aumenta as consequências catastróficas, além de perpetuar o desrespeito, a intolerância, a violência e o ódio que permeiam uma sociedade cada vez mais presa às hostilidades geradas por potências que um dia interferiram nessas regiões de sensível diversidade. Um contraponto à ausência do Estado, também discutido no encontro, são as organizações não-governamentais (ONGs) e organizações supranacionais, em que suprem a falta de um Estado na mediação do conflito, ou mesmo que complementem as ações de um governo somando, assim, forças para se chegar a uma solução.

Nesse sentido, a Cruz Vermelha Internacional, como pode ser visto no filme “Hotel Ruanda”, possui desde sua criação um papel fundamental nos conflitos humanitários, atuando de forma a prestar assistências a vítimas de guerra, violência e catástrofes naturais. E, para isso, o trabalho do voluntariado é imprescindível.

No entanto, a dificuldade em atrair voluntários para este tipo de ação é evidente e pode tornar-se um impasse para a assistência humanitária. Este foi outro ponto debatido entre os jovens do projeto.

Para ser voluntário é preciso que o ser humano se sensibilize diante de uma situação como a do conflito de Ruanda, por exemplo, e sinta uma natural necessidade de agir. É preciso que todos percebam a real importância de um trabalho voluntário, quer seja em conflitos humanitários ou na doação de sangue, e seu impacto positivo para uma sociedade mais solidária e humana. O clube 25, dessa forma, dá um grande passo a fim de unir jovens engajados que contribuam para uma causa nobre: a doação de sangue.

No Dia Nacional do Voluntariado, 28 de agosto, um grupo de jovens refletiu sobre uma questão tão crucial na humanidade com a esperança de que um dia o desejo de ser voluntário faça parte da vida de milhões de pessoas no mundo todo.

Por Vinícius Santiago, associado do Clube 25 Franca.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Dia do Voluntário: Um dia para celebrar?

Neste sábado último, 28 de Agosto, comemorou-se o Dia Nacional do Voluntário.

Não posso afirmar, contudo, que minha primeira impressão tenha sido de celebração. Acredito que só festejaria quando essa data não mais existir. Isto significaria que, finalmente, os voluntários não são mais necessários. A humanidade é pacífica, convive em harmonia com a Terra e todos os outros seres vivos- todos são tratados com dignidade, respeito e possuem tudo o que é necessário para viver em paz. O mundo é finalmente, um lar para todos.

Sabemos que não é assim. E não tem sido assim por séculos.

Durante a reunião do Clube 25 realizada no dia 28, tivemos a oportunidade de conhecer através do documentário Shake hands with the devil: The journey of Roméo Dallaire a experiência tocante e traumática do General Roméo Dallaire durante sua missão na guerra civil de Ruanda. E este foi apenas um pequeno retrato dentre inúmeros que ilustram catástrofes semelhantes, ou ainda maiores que já ocorreram e que ainda nos assolam.

Por isso não pude comemorar. A imagem do terror e da perversidade contra o próximo ecoam, chocam. Mas o testemunho e a visão de Dallaire sobre o genocídio cometido pelos Hutus na etnia Tutsi me marcou e despertou uma energia nova: a do recomeço. Sempre podemos recomeçar e criar o bem a partir do mau.

Acredito que, assim como o General teve momentos de solidão, desespero e sentiu-se muitas vezes imobilizado diante do caos e da tragédia, o voluntário também enfrenta sentimentos semelhantes, mas deve, prosseguir, persistir naquilo em que acredita.

O que torna pessoas como Dallaire e todos aqueles que devotam seu tempo, atenção e esforços pelo próximo tão especiais, é que elas anseiam por mudar o mundo. Seja com pequenos gestos e reuniões aos sábados para criar ações voluntárias efetivas, seja em grandes escritórios arrecadando fundos com poderosos empresários, os voluntários existem e refletindo sobre tudo o que vi, ouvi e aprendi em apenas uma reunião, mudei minha perspectiva.

Contradigo-me, pois agora sim, acredito que posso comemorar, pois o voluntariado é a manifestação de que, apesar de tudo, nunca podemos perder a fé nas pessoas e de que a ajuda sempre está a caminho.

Por Sarah M. M. Sampaio, associada do Clube 25 Franca.

domingo, 29 de agosto de 2010

Bem-vindos!


Bem-vindos ao blog do Clube 25 Franca!

Esta é mais uma ferramenta para possibilitar a comunicação entre os associados e incentivar a divulgação das atividades desenvolvidas por este que é o primeiro projeto da Cruz Vermelha na cidade de Franca.

Lançado oficialmente na cidade no dia 12 de junho de 2010, o projeto se encontra em plena atividade a partir das reuniões quinzenais entre os associados em Franca. Todas as informações sobre os encontros em Franca, fotos das atividades e detalhes a respeito do Movimento Internacional da Cruz Vermelha podem ser acessados no website: www.cvbsp.org.br/franca.

O objetivo do blog é apresentar conteúdo a respeito das reuniões realizadas em Franca, contemplando a percepção dos associados sobre as temáticas discutidas. Temas variados, no âmbito de atuação do Clube 25, também serão apresentados neste espaço com frequência.

Também no twitter e no orkut podem ser encontradas informações sobre o Clube 25 Franca, não deixe de acessar e conhecer!