Diante de grandes catástrofes naturais, sendo essa uma de suas atribuições, o trabalho da Cruz Vermelha se faz presente e é extremamente necessário. Como exemplos da atuação dessa organização humanitária internacional têm-se as recentes inundações ocorridas no Paquistão. Um quinto do território do país foi alagado, provocando centenas de mortes, fome e destruição de casas sem precedentes. De acordo com as últimas estimativas, as cheias no Paquistão, as quais tiveram início em finais de Julho, resultaram já em 1600 mortos, 2 mil feridos e mais de 20 milhões de pessoas afetadas.O Objetivo prioritário no Paquistão da ajuda humanitária trata-se da distribuição de alimentos, água potável e atendimento médico a cerca de 1,4 milhão de pessoas. Para tanto, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) pediu 59 milhões de euros para realizar a distribuição, uma vez que os maiores obstáculos são de logística. Certas áreas do Paquistão são de difícil acesso e os problemas de insegurança – como o atentado ocorrido múltiplo perpetrado no dia 1 de setembro contra uma procissão da corrente islâmica minoritária xiita na cidade oriental paquistanesa de Lahore, no qual 35 pessoas morreram – são algo a mais a ser enfrentado.
Além disso, a ajuda humanitária internacional enfrenta uma excessiva crítica da imprensa. Em depoimento, um membro da Cruz Vermelha declarou que apesar da consciência do quanto ainda falta para ser realizado, o esforço dos voluntários é grande. A colaboração e apoio do governo paquistanês estão tendo caráter fundamental. Além destas baixas já registradas, persiste ainda o medo, nas diversas províncias inundadas, de surtos de doenças associadas à água, como a malária, a disenteria ou a cólera. De acordo com o presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, não se deve “negligenciar esta situação no Paquistão, apesar da pouca cobertura mediática. Esta é uma crise humanitária de enormes proporções, que privou milhões de pessoas das suas casas, posses e meios de subsistência”.
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