sábado, 27 de novembro de 2010
Semana Nacional do Doador de Sangue
terça-feira, 23 de novembro de 2010
sábado, 13 de novembro de 2010
E a responsabilidade social?
Sem pretensão alguma, eu digo que não. Para todas as respostas, digo não.
Não há qualquer conexão entre a minha concepção de tal expressão com a retribuição de algo alcançado. O que se vê são apropriações, pelos mais diversos motivos. E sem querer tirar os créditos dessas ações, há sim utilidade nelas, há sim preocupação, há inclusive corações batendo por um bem comum por trás de tudo. Talvez, ingenuamente, eu acredite nisso, mas, quando ouço alguém dizer: "Eu já faço um pouco, você está fazendo um pouco agora, e se todos fizessem um pouquinho, nós teríamos um mundo melhor.", tirando todos os clichês possíveis, é o que ainda me faz ter uma visão ingênua, no sentido mais positivo da palavra, das coisas.
Eu desvincularia obrigação de responsabilidade, ou encontraria outro substantivo que não possuísse o mesmo peso que a primeira. Essa seria a minha apropriação de responsabilidade social: um pouco de atenção, um pouco de afeto, um pouco de dedicação, nada de cobiça ou imposição. Sem qualquer conotação religiosa ou política, apenas fazer porque todos sofremos pelas mesma dores, choramos e sorrimos pelos mesmos motivos. E com o perdão dos clichês, porque somos todos seres humanos.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Alguém se lembra?
E acredito que não precisamos ir tão longe para demonstrar nosso esquecimento com os acontecimentos que se sucederam a nossa volta. Alguém se lembra, a não ser que seja lembrado é claro, das enchentes do final do ano? Do deslizamento em Angra, na virada? Poderia ficar aqui citando outros tantos eventos catastróficos que ocorreram e que nós nem se quer lembramos como foi. No final de ano, na retrospectiva da TV, aí falamos: "Nossa, é verdade, aconteceu isso mesmo".
Não estou condenando nem um pouco nossa memória, pois é até um processo natural, dado a quantidade de acontecimentos que todo dia presenciamos. O que me faz pensar é se ainda nos importamos com eventos que ocorreram faz um tempo e que já não tem mais relevância para nós. Acho que seja esta a questão central. Quem assiste tudo de longe, com certeza se emociona e se comove imediatamente, porém será que este sentimento se mantem? Logo que acontece outra catástrofe ou que começa o Carnaval ou a Copa do Mundo, é quase automático que esquecemos os anteriores.
Qual seria a razão de tudo isto? Gostaria de acreditar que não fosse o egoísmo de nossa sociedade, que só se preocupa com o que lhe interessa. Seria a mídia, que consegue nos prender para os eventos atuais e esquece os passados, pois a notícia já não é tão nova? Neste sentido, talvez seja interessante um exercício de memória no qual tentemos resgatar aqueles acontecimentos em que na época nos comovemos, para então comparar o que pensamos dele agora, se ainda possuímos o mesmo sentimento ou se eles já não significam mais para nós.
De qualquer forma, lembrando deles ou não, a verdade é que estes acontecimentos citados, e tantos outros, ainda afetam várias pessoas diariamente e a grande parte da sociedade, voluntária ou involuntariamente, acaba virando as costas para lidar com seus próprios problemas.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Doação de sangue: transformador social ou ingressos para o Brasileirão?
As campanhas de doação de sangue, mais que a promoção de um ato de solidariedade, é uma das formas de fomentar uma modificação social através da saúde. Foi com esse pensamento que o Projeto Clube 25 foi pensado no Zimbábue em 1989, com a finalidade de promover a doação de sangue e concomitantemente hábitos saudáveis para dirimir/estabilizar o número de pessoas contaminadas pelo HIV.O Clube 25 ao propor um comprometimento dos associados com doação, de sangue de 3 a 4 doações anuais, não só contribui para o estoque dos bancos sanguíneos, como também incentiva os sujeitos participantes do projeto a zelarem pela saúde, uma fez que o gozo pleno desta é de extrema importância para manter-se doador. Ao buscar orientar um grupo de pessoas sobre como manter a plena saúde, o projeto faz um trabalho de educação social, pois os indivíduos receptores de tais orientações, mudarão o modo que interagem com a coletividade e multiplicarão os valores praticados.
Mas até que ponto que a doação de sangue pode realmente mudar o comportamento de um grupo de indivíduos? No último dia 19 de outubro, o caráter de “doação voluntária” foi colocado em questão com a campanha “Doe sangue pelo seu time”, instituída pela Lei estadual 5.816/10 desde o dia 8 de setembro. Pelo decreto, o torcedor que doar sangue voluntariamente recebe um ingresso para assistir ao jogo do seu time de futebol. Segundo os defensores da medida, a intenção é aumentar os bancos de sangue dos hospitais, uma vez que, hoje cerca de apenas 1,5% da população brasileira é doadora de sangue, índice muito baixo em relação a demanda, que é de 5500 litros de sangue por dia em todos os hospitais do país. Mas para a antagônicos a lei é inconstitucional.
Ao oferecer algo em troca pela doação, segundo os opositores a esse decreto, é fazer com que o número de pessoas que mentem durante a entrevista aumente, de modo a dificultar o trabalho dos hemocentros. A argumentação é ainda complementada pela Lei federal que diz: a doação de sangue tem que ser “voluntária, altruísta e não remunerada direta ou indiretamente”.
Agora, ao tentarmos responder a questão anterior, vê que a doação de sangue, não é apenas um ato, necessita também de uma educação/ orientação para poder exercê-la, só a partir da reflexão sobre como agir é que a sociedade consegue incorporar mudanças. Uma vez que se estipula um preço de barganha na doação de sangue, promove-se uma mercantilização das ações sociais voluntárias, ignorando assim sua real finalidade.
Pensar na Doação de Sangue, não é simplesmente comparecer alguns dias do ano a um hemocentro, é desenvolver uma cultura de valorização do próximo e respeito a vida. E por ser pautado nessas concepções, o Clube 25 é mais que um projeto constituído por um determinado grupo de voluntários, é um instrumento de modificação social.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
O Jovem como Propulsor da Mudança Social
Aconteceu no último sábado (25 de setembro) a primeira arrecadação de alimentos promovida pelo Clube 25 Franca. A ação foi realizada em conjunto com a Ordem Demolay de Franca e o NAREV - Núcleo de Apoio e Recuperação da Vida, para onde a arrecadação foi destinada. A ação se concretizou, promovendo um dia inesquecível no supermercado Wal-Mart. Foram algumas horas com valor inestimável. O contato com o diferente e o convívio com outros voluntários criaram laços fortes regidos pela vontade de auxiliar a causa.Em um mundo extremamente desigual como o nosso, nos perguntamos o que pode ser feito para mudar a realidade que muitas vezes nos perturba. São ações como a realizada sábado que nos mostram que as oportunidades estão a nossa espera. O jovem possui um enorme potencial de intervir na situação e mudá-la. A juventude tem a habilidade de repartir suas visões de mundo, criar oportunidades, atrair outros que desejam participar do movimento. Aliar essa capacidade modificadora com a promoção do bem-estar social é avançar um degrau na escada que leva à igualdade. Poder transformar positivamente a cidade que acolhe a tantos em suas jornadas é um privilégio.
O Clube 25 Franca se mostra como o espaço de coligação da teoria com a prática, da juventude com a responsabilidade social. Com a realização da primeira ação voluntária fora das paredes do clube, percebemos o quão importante é um ambiente jovem para a efetividade de projetos sociais.
É de uma força incrível o sentimento que nos envolve quando ajudamos o outro. Ser voluntariado é fomentar um mundo mais justo, é contribuir sem exigências, é crescer como ser humano.
Por Virginia Góes, associada do Clube 25 Franca.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Quinta Reunião do Clube 25
Aconteceu no último sábado, dia 18 de setembro, a quinta reunião do Clube 25 com a temática "A Fome no Brasil e no Mundo".Trechos do documentário Garapa, dirigido por José Padilha (mesmo diretor de Tropa de Elite e Ônibus 174), foram apresentados. O documentário é bastante interessante, pois retrata a vida de três famílias cearenses que vivem em uma situação de insegurança alimentar grave. Uma mistura de água e açúcar é dado às crianças para enganar a fome, daí o nome Garapa. Sem trilha sonora e filmado em preto e branco a situação de tensão é acentuada e facilmente sentida por quem assiste.
Os dados sobre a fome no Brasil mostram uma situação em que 7,5 milhões de brasileiro ainda vivem com menos de um dólar por dia, segundo o IPEA e, sabendo que a pobreza está diretamente relacionada com a fome, esses números também refletem parcialmente a quantidade de famintos no país.
Porém, não é por falta de comida que ainda encontramos pessoas nessa situação no país, pois uma pesquisa feita pela FAO-ONU (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, tradução da sigla em inglês) mostrou que o Brasil produz 25,7% a mais de alimentos do que necessita para alimentar toda sua população. Percebe-se, então, que o problema pode ser resolvido a partir de uma melhor distribuição de renda, do desenvolvimento de políticas que incentivem e financiem a agricultura familiar ou em coperativas, e que promovam uma melhor distribuição das terras no país.
No mundo a situação não é muito diferente. Mais de dez países só no continente africano são considerados altamente vulneráveis na questão da fome, ou seja, boa parte da população sofre grandes dificuldades alimentares. Tais problemas são decorrentes de políticas sociais ineficientes, guerras civis, desastres ambientas, geografia desfavorável (solos inférteis, ausência de fontes de água, clima hostil, etc), entre outros motivos.
A Cruz Vermelha aparece então com programas de distribuição de alimentos, fornecimento de instrumentos agrícolas e sementes mais resistentes às doenças, de aconselhamento da melhor forma de plantar, fornecimento de outros conhecimentos técnicos, bem como na criação de um manual que mostra as causas de desnutrição no mundo.
A temática da reunião foi escolhida para dar um incentivo a mais a todos para participarem da nossa I Campanha de Arrecadação de alimentos com o apoio do Wal-Mart. O intuito é doar todos os mantimentos arrecadados à instituição NAREV de Franca.
O NAREV - Associação Núcleo de Apoio e Recuperação da Vida atua na recuperação de dependentes químicos e no apoio à família. Toda a arrecadação de alimentos neste dia será destinada à instituição, cujas características de atuação são notáveis ao valorizar os hábitos saudáveis e promover a qualidade de vida, idéias que o Clube 25 Franca visa incentivar na cidade.
Assim, todos os envolvidos com o Clube 25 Franca estão convidados a participarem como voluntários das atividades de arrecadação no supermercado, demonstrando o impacto da atuação deste projeto da Cruz Vermelha na cidade em prol da instituição NAREV. Não deixem de prestigiar esta oportunidade!
Para mais informações sobre os horários de participação, mande um e-mail para franca@cvbsp.org.br
